Cuidado para não se endividar com o novo Programa Crédito do Trabalhador com desconto em folha

Entrou em vigor no dia 21 de março, o novo Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho.
Por meio da página da Carteira de Trabalho Digital, o empregado registrado que tiver interesse em obter um empréstimo consignado poderá solicitar ofertas de crédito, autorizando o compartilhamento dos dados do eSocial diretamente com os bancos e instituições financeiras habilitadas pelo governo federal para oferecer a nova linha.
São mais de 80 bancos e instituições financeiras que poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, o sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o País.
Em resumo: é muita gente de olho em oferecer empréstimo ao trabalhador.
Portanto, um alerta: antes de mais nada, é importante lembrar que a conta vai chegar e vai ter que ser paga. Com juros!
Comprometimento da Renda
Após o empréstimo ser contratado, o desconto virá todo mês diretamente na folha de pagamento.
O desconto automático das parcelas no salário reduz a renda líquida mensal e a quantia comprometida pode impactar na renda familiar por um bom tempo, podendo levar à inadimplência de outros compromissos financeiros, como a conta de água, de luz, o celular, o aluguel, o supermercado…
É preciso analisar também que o desconto das parcelas pode impactar em uma eventualidade financeira imprevista.
Falta de pagamentos
Caso o saldo do empréstimo não seja totalmente quitado e o trabalhador for desligado do emprego, a dívida ficará vinculada à conta do eSocial.
O empréstimo consignado do trabalhador CLT será descontado das verbas rescisórias, incluindo até 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e, dependendo, o total da multa recebida por demissão sem justa causa (40% do saldo FGTS).
E quando o trabalhador estiver em um novo emprego com carteira assinada, as parcelas voltam a ser descontadas diretamente na folha de pagamento.
Então, atenção: antes de fazer qualquer empréstimo, faça e refaça as contas! Não assine nenhum contrato sem ter absoluta certeza de que não lhe faltará dinheiro para o básico.
Em caso de dúvidas, procure o RH da empresa para mais orientações.
