H+

Cuidar da saúde é essencial para o bem-estar e a produtividade

Em um ambiente corporativo cada vez mais dinâmico e desafiador, cuidar da saúde não é apenas uma questão pessoal, mas um pilar essencial para o bem-estar, a produtividade e a longevidade profissional.

A mulher moderna concilia múltiplos papéis, responsabilidades e decisões ao longo da vida, o que torna ainda mais importante a atenção contínua à saúde física e emocional.

Pensando nisso, apresentamos nesta edição do H+ uma entrevista com o médico Luiz Alberto Manetta, ginecologista, especialista em Reprodução Humana e também professor universitário, que dá dicas e orientações acessíveis sobre os principais cuidados com a saúde da mulher em diferentes fases da vida.

O conteúdo aborda prevenção, acompanhamento médico, hábitos saudáveis e a importância de uma abordagem integrada, com foco em qualidade de vida e autonomia. E atenção: muitas dicas valem para os homens também.

O objetivo é oferecer informação confiável e relevante, contribuindo para que todos possam fazer escolhas mais conscientes sobre sua saúde, dentro e fora do ambiente de trabalho.

Dr. Manetta: “A saúde da mulher é construída ao longo da vida com prevenção e acompanhamento regular”
  1. De forma geral, que cuidados que a mulher deve ter com a saúde ao longo da vida?

Luiz A. Manetta: A saúde da mulher é construída ao longo da vida por meio de prevenção e acompanhamento regular. Isso envolve manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado, além do controle do estresse diário, avaliações periódicas e exames de rotina. O acompanhamento ginecológico permite avaliar ciclo menstrual, fertilidade, saúde hormonal e prevenir doenças. Além disso, vacinas importantes, como as contra HPV, hepatite, herpes zoster, entre outras, fazem parte da estratégia de cuidado.

  1. Com que frequência e a partir de que idade a mulher deve ir ao ginecologista/mastologista? E ao geriatra?

L.A.M: O acompanhamento deve começar ainda na adolescência ou no início da vida sexual e seguir ao longo da vida, geralmente com consultas anuais. O mastologista pode ser envolvido quando há alterações nas mamas, histórico familiar com risco elevado para câncer de mamas ou alguma necessidade específica. Já o geriatra passa a ter papel importante com o avanço da idade, especialmente a partir dos 60 anos, quando o foco passa a ser envelhecimento saudável, mobilidade e manutenção da autonomia. Além destes profissionais, não podemos esquecer a avaliação cardiológica a partir dos 40 anos e avaliação com colonoscopia a partir dos 50 anos.

  1. Qual deve ser a frequência dos exames de mama e ginecológicos? E exames de sangue?

L.A.M: A periodicidade pode variar conforme idade, histórico familiar e condições individuais. Em geral, o exame preventivo ginecológico (Papanicolau) é indicado de forma periódica após o início da vida sexual. A mamografia costuma ser recomendada a partir dos 40 anos ou antes em casos específicos. Exames laboratoriais também fazem parte da rotina preventiva e ajudam a avaliar aspectos como metabolismo, hormônios e saúde geral, visando identificar possíveis alterações precocemente. O mais importante é que esses exames sejam definidos de forma individualizada pelo médico. Importante lembrar que estamos passando por uma atualização da avaliação de colo uterino com coleta de material ginecológico para detectar HPV, revolucionando a forma de prevenir o câncer de colo uterino.

  1. É comum às mulheres ter constipação intestinal. Quando isso deve ser um sinal de alerta?

L.A.M: A constipação intestinal pode ocorrer em diferentes fases da vida e, muitas vezes, está relacionada a hábitos como baixa ingestão de fibras, pouca hidratação ou sedentarismo. Em geral, mudanças no estilo de vida ajudam bastante. No entanto, quando a constipação surge de forma persistente, vem acompanhada de dor intensa, sangramento, perda de peso ou alteração acentuada no funcionamento intestinal, é importante procurar avaliação médica para investigação adequada.

  1. Existem doenças mais prevalentes em mulheres, excetuando as do aparelho reprodutor feminino e das mamas?

L.A.M: Algumas condições têm maior prevalência entre as mulheres, como doenças da tireoide, osteoporose, doenças autoimunes e certos transtornos relacionados à saúde mental, como ansiedade e depressão. Por isso, o acompanhamento médico regular e os hábitos saudáveis são fundamentais. O objetivo não é apenas tratar doenças, mas promover bem-estar e qualidade de vida ao longo de todas as etapas da vida.